Série: Pensando, vivendo e libertando-se.
Reflexões acerca do Salmo 1.
Andar, parar e assentar. Estes três verbos têm estruturado o fluxograma da minha vida e compõem a rotina cíclica, contínua e desesperançosa do meu ser. Não, o problema não está nos verbos e sim no sistema falido e corrompido que a má utilização dos mesmos criou ao longo dos tempos e no qual infelizmente por muitas vezes baseio a minha vida.
Constantemente sigo meu caminho a partir da indicação bussolar dos homens; homens estes que possuem suas próprias ideias de longitude e latitude no que diz respeito a vida. Logo encontro-me submetido a um modo, a um jeito, a uma formatação que me reduz aos princípios e regras do sistema. Consequentemente torno-me seu escravo, agindo e reagindo conforme suas leis.
Então percebo que dele estou dependente para encontrar respostas, para satisfazer minha vida, para realizar-me, para obter sucesso. Enfim, minha cosmovisão e meu modus operandi tornam-se sujeitos ao sistema e já não sei se sou o próprio ou se faço parte dele, pois sinto-me fundido ao dito cujo.
Percebo contudo, no decorrer da vida, como disse anteriormente, a fragilidade do tal sistema. Pois está baseado principalmente nas ideias, no conhecimento e nas experiências dos homens o que é insuficiente quando eu, um simples punhado de palha, estou sujeito ao vento, ou seja, sujeito as confrontações da vida. Logo, sem segurança alguma, sou levado em muitas direções e vejo-me fragmentado em pequenas porções de palha, dispersas de acordo com o ímpeto e a direção do vento.
Que situação terrível me encontro! Quem me livrará de tamanha desaventurança?
Sábias palavras, e o conjunto da obra vem para mostrar a fragilidade humana perante um mundo complexo, na esperança da separação do Joio do Trigo.
ResponderExcluirAbraço Júnior, continua assim meu irmão, Deus tem grandes obras pra você e Marcela.
Firmes nas promessas de Jesus!
Pedro Baraldi.